“Como Maçãs de Ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” (Pv. 25.11)

“Feliz o homem que acha a sabedoria e o homem que adquire o conhecimento;
... é Árvore de Vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm." (Pv. 3:13,18)

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sábado, 27 de outubro de 2018

A História de Ester no Brasil de Hoje: Uma Parábola Educacional



 

A História de Ester no Brasil de Hoje: 

Uma Parábola Educacional


 

Esse artigo faz uma breve avaliação do cenário político-educacional no Brasil a partir de “insights” da história bíblica encontrada no livro de Ester, e de comparações do que tem acontecido com a educação religiosa-confessional em outros países que também enfrentaram a ameaça socialista-comunista.

 

Uma Mudança Sem Volta

Nos dias de Assuero, o Assuero que reinou, desde a Índia até à Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias. Naqueles dias, assentando-se o rei Assuero no trono do seu reino, que está na cidadela de Susã, no terceiro ano de seu reinado, deu um banquete a todos os seus príncipes e seus servos, no qual se representou o escol da Pérsia e Média, e os nobres e príncipes das províncias estavam perante ele. Então, mostrou as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza, por muitos dias, por cento e oitenta dias. Passados esses dias, deu o rei um banquete a todo o povo que se achava na cidadela de Susã, tanto para os maiores como para os menores, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real. Havia tecido branco, linho fino e estofas de púrpura atados com cordões de linho e de púrpura a argolas de prata e a colunas de alabastro. A armação dos leitos era de ouro e de prata, sobre um pavimento de pórfiro, de mármore, de alabastro e de pedras preciosas. Dava-se-lhes de beber em vasos de ouro, vasos de várias espécies, e havia muito vinho real, graças à generosidade do rei. Bebiam sem constrangimento, como estava prescrito, pois o rei havia ordenado a todos os oficiais da sua casa que fizessem segundo a vontade de cada um. Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres na casa real do rei Assuero. Ao sétimo dia, estando já o coração do rei alegre do vinho, mandou … os sete eunucos que serviam na presença do rei Assuero, que introduzissem à presença do rei a rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a formosura dela, pois era em extremo formosa. Porém a rainha Vasti recusou vir por intermédio dos eunucos, segundo a palavra do rei; pelo que o rei muito se enfureceu e se inflamou de ira. Então, o rei consultou os sábios que entendiam dos tempos (porque assim se tratavam os interesses do rei na presença de todos os que sabiam a lei e o direito; sobre o que se devia fazer, segundo a lei, à rainha Vasti, por não haver ela cumprido o mandado do rei Assuero, por intermédio dos eunucos. Então, disse Memucã na presença do rei e dos príncipes: A rainha Vasti não somente ofendeu ao rei, mas também a todos os príncipes e a todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero. Porque a notícia do que fez a rainha chegará a todas as mulheres, de modo que desprezarão a seu marido, quando ouvirem dizer: Mandou o rei Assuero que introduzissem à sua presença a rainha Vasti, porém ela não foi. Hoje mesmo, as princesas da Pérsia e da Média, ao ouvirem o que fez a rainha, dirão o mesmo a todos os príncipes do rei; e haverá daí muito desprezo e indignação. Se bem parecer ao rei, promulgue de sua parte um edito real, e que se inscreva nas leis dos persas e dos medos e não se revogue, que Vasti não entre jamais na presença do rei Assuero; e o rei dê o reino dela a outra que seja melhor do que ela. …O conselho pareceu bem tanto ao rei como aos príncipes; e fez o rei segundo a palavra de Memucã. Então, enviou cartas a todas as províncias do rei…
Governos poderosos e esbanjadores, recursos oferecidos aos oficiais e amigos do rei, festas para todos custeadas pelos cofres reais, e os convidados embriagados de tanto vinho. Então chama-se a rainha, para que sua formosura seja exposta a quem não deveria. Querem se divertir às custas da dignidade da pessoa que mais deveria ser honrada e protegida no reino. Esse bem poderia ser um retrato da política educacional brasileira e das trágicas e indeléveis mágoas que as ideologias seculares e libertinas, especialmente no final do século XX, deixaram para as nossas crianças e famílias: enquanto os governos esbanjam em corrupção, as igrejas são enfraquecidas em sua doutrina e moral; as pessoas são estimuladas a viver de maneira irresponsável e a embriagar-se com uma filosofia do prazer e rompimento dos valores tradicionais. A educação pública começa abandonar as suas práticas tradicionais e a implantar, de maneira sorrateira e inconsequente, pedagogias inovadoras, construtivistas, progressistas, secularizadas, humanistas, marxistas e freireanas. As verdades e os valores cristãos, como a submissão à Palavra de Deus, a redenção de Cristo, a santificação, a importância da família e do indivíduo… são antiquados, reacionários e inaceitáveis para o contexto educacional atual.
Passadas estas coisas, e apaziguado já o furor do rei Assuero, lembrou-se de Vasti, e do que ela fizera, e do que se tinha decretado contra ela.
A educação pública começa a sentir as consequências, acadêmicas e morais. Viramos o milênio e as promessas falsas não se concretizaram… O Brasil começou a sentir os efeitos de ter lançado fora o que restava de bom na educação tradicional… O analfabetismo, a evasão escolar, a falta de disciplina na sala de aula, a imoralidade, a violência, as drogas!…Ah! Vasti! Seus métodos simples, sua lógica e conteúdos razoáveis, resquícios da educação clássica do passado… Sua ordem e firmeza… Como ela ajudaria a resolver nosso problema no momento, mas… Ela não se adequa às pedagogias libertinas e não combina com o clima eufórico do presente… está ultrapassada, é inadequada… Não pode mais ser restaurada. É preciso encontrar outra alternativa.

 A Criação de Uma Moça Especial

 Então, disseram os jovens do rei, que lhe serviam: Tragam-se moças para o rei, virgens de boa aparência e formosura. Ponha o rei comissários em todas as províncias do seu reino, que reúnam todas as moças virgens, de boa aparência e formosura, na cidadela de Susã, na casa das mulheres, sob as vistas de Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres, e dêem-se-lhes os seus ungüentos. A moça que cair no agrado do rei, essa reine em lugar de Vasti. Com isto concordou o rei, e assim se fez. Ora, na cidadela de Susã havia certo homem judeu, benjamita, chamado Mordecai, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, que fora transportado de Jerusalém com os exilados que foram deportados com Jeconias, rei de Judá, a quem Nabucodonosor, rei da Babilônia, havia transportado. Ele criara a Hadassa, que é Ester, filha de seu tio, a qual não tinha pai nem mãe; e era jovem bela, de boa aparência e formosura. Tendo-lhe morrido o pai e a mãe, Mordecai a tomara por filha. Em se divulgando, pois, o mandado do rei e a sua lei, ao serem ajuntadas muitas moças na cidadela de Susã, sob as vistas de Hegai, levaram também Ester à casa do rei, sob os cuidados de Hegai, guarda das mulheres. A moça lhe pareceu formosa e alcançou favor perante ele; pelo que se apressou em dar-lhe os ungüentos e os devidos alimentos, como também sete jovens escolhidas da casa do rei; e a fez passar com as suas jovens para os melhores aposentos da casa das mulheres.
Mordecai, nessa história, é tipo da igreja cristã verdadeira. Ester é a educação cristã, praticamente sua filha, criada por ele em sua casa, com todo o carinho e muita dificuldade, durante esses tempos difíceis do Exílio. Sem ter coragem de entregar uma moca que é sangue do seu sangue, e uma filha de judeus, nas mãos dos Persas, Mordecai a educou como uma filha. Assim, na tradição da Reforma Protestante, pais educaram seus filhos, e as igrejas fiéis buscaram sustentar escolas cristãs, provadas, para incentivar a formação bela e minimamente adequada dos filhos da aliança. Escolas confessionais e até grandes universidades como a Mackenzie floresceram em nosso país. A dedicação de Mordecai não foi em vão e Ester cresceu e se tornou uma jovem bela, virtuosa, e bem preparada. A educação religiosa oferecida nas escolas cristãs particulares começam a mostrar frutos, sobretudo acadêmicos, e os filhos da igreja começam a passar nos vestibulares e a se destacar em várias esferas.
Não foi diferente na história da China antes do Comunismo. Por influência de missionários que chegaram ali desde o início do século XIX, provindos das mais diversas denominações protestantes, como Metodistas, Presbiterianos e Congregacionais, igrejas e escolas cristãs se espalharam pelo País. Apesar das dificuldades e diferenças culturais, eles buscaram sinceramente ajudar os chineses de diversas maneiras, uma delas sendo a educação: 
“A maneira mais comum de elevar o padrão de vida era pela educação. Escolas cristãs iriam inicialmente ensinar as crianças chinesas a alfabetização, matemática, e ciências, para que elas tivessem vantagens econômicas em sua profissão. Eles também incluiriam disciplinas e cursos religiosos, mas a ênfase nos ensinos cristãos variavam muito de escola para escola. Os missionários também custearam pequenos projetos de desenvolvimento, como ajuda com irrigação ou ensino de novas técnicas de agricultura. Estas ajudariam economicamente, novamente mostrando como o conhecimento cristão (ocidental) poderia melhorar a vida dos chineses.
Mesmo entre aqueles que realizavam obras evangelísticas de cunho social, havia divisões sobre a melhor maneira de proceder. Alguns missionários focavam na alfabeticação, acreditando que a leitura era a chave para se sair da pobreza e do barbarismo. A leitura também era essencial para que houvesse novos convertidos. Os protestantes normalmente focalizam no relacionamento do indivíduo com Deus, o que requer que os cristãos possam ler e interpretar a Bíblia por si mesmos. Outros evangelistas sociais trabalharam em questões mais sociais, esperando trazer a sociedade chinesa para um nível mais elevado.
Contudo, Harrison indica que os resultados não foram os esperados no campo espiritual: “As escolas e universidades cristãs eram normalmente bem reconhecidas, mas elas não levaram a um grande número de conversões”. … Enquanto os missionários estavam esperando que o conhecimento ocidental iria levar à conversão, os Chineses viram principalmente o lado prático da educação”. [Cf. Harrison, [https://etd.library.vanderbilt.edu/available/etd-11072013-110739/unrestricted/Harrison.pdf]
Ester não havia declarado o seu povo nem a sua linhagem, pois Mordecai lhe ordenara que o não declarasse. Passeava Mordecai todos os dias diante do átrio da casa das mulheres, para se informar de como passava Ester e do que lhe sucederia.
Mas Mordecai sente que o clima não é totalmente seguro, e teme ares ameaçadores. Talvez nossos filhos não estejam tão preparados doutrinariamente para enfrentar a oposição nas universidades. Talvez não aguentarão ser desprezados por sua fé. Talvez é melhor não declarar tão abertamente a que povo pertencemos… E tememos que nossos filhos não estão totalmente seguros e maduros na fé, ou que a pressão do grupo seja por demais hostil… Ou ainda… talvez, nas melhores das intenções, queiramos simplesmente preservá-los em posições de preeminência para que possam fazer a diferença no futuro, quando chegarem a posições mais destacadas, quando então poderão assumir a sua fé e seus princípios. Por agora, vamos nos alinhar às diretrizes da corte, e disfarçadamente nos informar do que sucederá às escolas cristãs.
Ester, filha de Abiail, tio de Mordecai, que a tomara por filha, quando lhe chegou a vez de ir ao rei, nada pediu além do que disse Hegai, eunuco do rei, guarda das mulheres. E Ester alcançou favor de todos quantos a viam.  Assim, foi levada Ester ao rei Assuero, à casa real, no décimo mês, que é o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado. O rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e ela alcançou perante ele favor e benevolência mais do que todas as virgens; o rei pôs-lhe na cabeça a coroa real e a fez rainha em lugar de Vasti. Então, o rei deu um grande banquete a todos os seus príncipes e aos seus servos; era o banquete de Ester; concedeu alívio às províncias e fez presentes segundo a generosidade real. Quando, pela segunda vez, se reuniram as virgens, Mordecai estava assentado à porta do rei. Ester não havia declarado ainda a sua linhagem e o seu povo, como Mordecai lhe ordenara; porque Ester cumpria o mandado de Mordecai como quando a criava. Naqueles dias, estando Mordecai sentado à porta do rei, dois eunucos do rei, dos guardas da porta, Bigtã e Teres, sobremodo se indignaram e tramaram atentar contra o rei Assuero. Veio isso ao conhecimento de Mordecai, que o revelou à rainha Ester, e Ester o disse ao rei, em nome de Mordecai. Investigou-se o caso, e era fato; e ambos foram pendurados numa forca. Isso foi escrito no Livro das Crônicas, perante o rei.
A igreja e as suas escolas cristãs permanecem discretas, mas buscando sinceramente ser fiéis e submissas às autoridades do país, alinhando-se aos seus parâmetros curriculares, submetendo-se aos órgãos fiscalizadores, denunciando opositores e confiando que permaneceriam sob o favor real e desfrutariam de paz por muito tempo.
Não foi diferente na história da entrada do Comunismo na China: “As escolas cristãs deveriam demonstrar o seu valor ao produzir formandos altamente educados e preparados que iriam contribuir para a sociedade Chinesa. Eles compreenderam que teriam que fazer concessões no âmbito curricular, mas eles ainda acreditavam que havia lugar para apresentar algumas idéias cristãs dentro da agenda comunista. [Harrison, op.cit.]

 

O Amigo do Rei

Depois destas coisas, o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e lhe pôs o trono acima de todos os príncipes que estavam com ele. Todos os servos do rei, que estavam à porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã; porque assim tinha ordenado o rei a respeito dele. Mordecai, porém, não se inclinava, nem se prostrava.
Mas aqui a história começa a ficar tensa.
O que mais isso poderia nos sugerir, senão à subida ao poder, no Brasil, de líderes e partidos com ideais socialistas, marxistas e portanto, ateístas? Todos se prostram a essas ideologias e a seus líderes políticos e programas educacionais. Mesmo entre os cristãos percebe-se uma ignorância quanto à seriedade e às implicações de se “prostrar” a essas ideologias. Mas há um pequeno grupo de fiéis e pessoas formadas em bons princípios que não se prostrarão a alguém como Hamã. Os que se prostram não percebem a antítese religiosa entre cristianismo e comunismo:
Após visitar uma área na China recém controlada pelos comunistas em 1947, missionários na China descreveram o comunismo como antitético à democracia e ao cristianismo: “O comunismo é uma religião – não apenas um partido político. É a ditadura de um partido – os homens deixam de ser agentes com vontade própria”. Outro missionário escreve: As pessoas são assim roubadas de sua liberdade de pensamento, expressão e ação. A personalidade se desmantela e a vida é reduzida à aquiescência à regimentação comunista.”
Referindo-se àqueles crentes mais otimistas e liberais na China que achavam que haveria um ponto de contato entre cristianismo e comunismo, Harrison afirma: “Eles falharam em compreender que o programa do Partido Comunista requeria que todas as áreas da vida se tornassem políticas. Se eles tivessem compreendido isso, eles teriam percebido que tentar colocar o cristianismo em todas as áreas da vida das pessoas seria a própria provocação que eles estavam tentando evitar.
Numa conferência em Agosto de 1949 entre líderes cristãos e o Partido Comunista Chinês, O Partido inicialmente afirmou que via a igreja protestante como uma força social capaz de cooperar com eles, se se submetessem às suas políticas. Um palestrante chegou a dizer que, “já que os Marxistas acreditam que a religião irá, no passar do tempo, morrer uma morte natural quando não houver mais necessidade para ela, o Partido Comunista considera a opressão da religião em si uma política enganada.”
[Stephen Harrison, Communism and Christianity: Missionaries and the Communist Seizure of Power in Russia]
Vendo, pois, Hamã, que Mordecai não se inclinava, nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor. Porém teve como pouco, nos seus propósitos, o atentar apenas contra Mordecai, porque lhe haviam declarado de que povo era Mordecai; por isso, procurou Hamã destruir todos os judeus, povo de Mordecai, que havia em todo o reino de Assuero. Então, disse Hamã ao rei Assuero: Existe espalhado, disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino, um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as do rei; pelo que não convém ao rei tolerá-lo. Se bem parecer ao rei, decrete-se que sejam mortos, e, nas próprias mãos dos que executarem a obra, eu pesarei dez mil talentos de prata para que entrem nos tesouros do rei. Então, o rei tirou da mão o seu anel, deu-o a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus, e lhe disse: Essa prata seja tua, como também esse povo, para fazeres dele o que melhor for de teu agrado.

Assim como Hamã, após frustrarem-se com a resiliência da posição cristã, a tolerância e o ódio aos cristãos se intensificam. A solução dos seguidores de Karl Marx e das agendas comunistas é exterminar o cristianismo do país, juntamente com todas as religiões tradicionais, para estabelecer uma religião ou seita fanática própria:
"A religião é o ópio do povo ."  Karl Marx
"O Estado pode e deve seguir em frente até à abolição da religião, até à aniquilação da religião. [MARX, KARL HEINRICH. Zur Judenfrage (Sobre a Questão Judia)(Agosto – Dezembro de 1843), in : Marx und Engels Werk (Obra de Marx e Engels), Berlim : Dietz, Vol. 1, pp. 357, 367 e s.]
 “A essas massas é necessário que se forneça o material mais variado relativo à propaganda ateísta, familiarizando-as com os fatos dos mais variegados domínios da vida, abordando-as, dessa ou daquela forma, a fim de dinamizar o seu interesse, despertando-as da letargia religiosa, sacundido-as sob os mais variados aspectos, por meio dos mais variados métodos etc. … " [ LENIN, VLADIMIR ILITCH ULIANOV. O Znatchenii Voinstvuiuschevo Materializma (Sobre o Significado do Materialismo)(12 de Março de 1922), in: V. I. Lenin. Polnoe Sobranie Sotchinenii (Obras Completas), Moscou : GIPL, 1961, Vol. 45, pp. 23 e s.]
 “A luta contra a religião implica a luta contra o mundo do qual a religião é o aroma espiritual* ”.MARX, KARL HEINRICH, “Der Kampf gegen die Religion ist also mittelbar der Kampf gegen jene Welt, deren geistigen Aroma die Religion est”. cf. G. M. M. Cottier, op. cit. p.162.
“O marxismo é o materialismo. Por este título ele é tão implacavelmente hostil à religião, quanto o materialismo dos enciclopedistas do século XVIII ou o materialismo de Feuerbach”.* [LENIN, VLADIMIR ILITCH ULIANOV, Marx, Engels, marxisme, op. cit.,p.250.]
 “Devemos combater a religião. Isto é o a-b-c de todo o materialismo e, portanto, do marxismo”.* [LENIN, VLADIMIR ILITCH ULIANOV, Sur le rapport du parti ouvrier à la religion, Pss.vol.17.p.418.]
 “A nossa propaganda compreende necessariamente a difusão do ateísmo”.* [LENIN, VLADIMIR ILITCH ULIANOV, De la religion.p.8.]
“ O comunismo começa onde começa o ateísmo.* ” [MARX, Karl. Terceiro Manuscrito econômico e filosófico, XXXIX , V]
“ O comunismo, porém, abole as verdades eternas, abole a religião e a moral”* [MARX, Karl. Manifesto comunista. p. 44]

Medidas Legais Repentinas

 Chamaram, pois, os secretários do rei, no dia treze do primeiro mês, e, segundo ordenou Hamã, tudo se escreveu aos sátrapas do rei, aos governadores de todas as províncias e aos príncipes de cada povo; a cada província no seu próprio modo de escrever e a cada povo na sua própria língua. Em nome do rei Assuero se escreveu, e com o anel do rei se selou. Enviaram-se as cartas, por intermédio dos correios, a todas as províncias do rei, para que se destruíssem, matassem e aniquilassem de vez a todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em um só dia, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar, e que lhes saqueassem os bens. Tais cartas encerravam o traslado do decreto para que se proclamasse a lei em cada província; esse traslado foi enviado a todos os povos para que se preparassem para aquele dia. Os correios, pois, impelidos pela ordem do rei, partiram incontinenti, e a lei se proclamou na cidadela de Susã; o rei e Hamã se assentaram a beber, mas a cidade de Susã estava perplexa.
E aqui estamos, perplexos. Isto é, todos os da cidade de Susã compreendem a seriedade da situação. Eles sabem que só é uma questão de tempo para que a lei seja aplicada e os judeus sejam todos destruídos. Eles advertem os demais. Sim, muitas vozes conservadoras estão espalhando a mensagem sobre o risco que a igreja de Deus está correndo. Quem não sabe que o socialismo nada mais é do que um passo para o comunismo; e que este não é o paraíso na terra, mas a aniquilação massiva de todo um povo inocente, de qualquer que caia no desgosto de Hamã, de qualquer que não se submeta ao seu governo? Quem não sabe dos milhares de russos e estrangeiros que foram aniquilados por Stalin e Lênin? E que o comunismo matou muito mais do que o próprio nazi-facismo? Quem não sabe que eles são contra toda liberdade e religião e que a igreja, se não for por intervenção divina, está com os dias contados nos países onde o socialismo é consistentemente aplicado?
Poucos viveram, entenderam e enfrentaram em seu próprio tempo a ameaça comunista como o primeiro ministro inglês Winston Churchill. Ele expõe o que é o comunismo verdadeiramente, sem a capa da mentira:

“O socialismo é a filosofia do fracasso, o credo da ignorância, e o evangelho da inveja; a sua virtude inerente é a distribuição igualitária da miséria entre todos, exceto os seus líderes.” Winston Churchill.

“O vício inerente ao capitalismo é distribuição não igualitária das bênçãos; a virtude inerente do socialismo é a distribuição igualitária das misérias”. Churchill.
Se o Comunismo matou mais de 90 milhões de pessoas na China, União Soviética e continua matando e arruinando bilhões de vidas nos países em que se instala até os nossos dias, por que ele é menos odiado do que o Facismo? Dennis Praguer dá várias razões, a principal delas sendo a mentira e a negação dessas atrocidades pelos comunistas e o fato dos intelectuais darem mais atenção ao seu “discurso belo” do que às suas ações. Quem quiser aprender mais, assista esse vídeo: http://youtu.be/m6bSsaVL6gA
 Sem mencionar que o próprio fascismo têm sua origem no esquerdismo do apagado e enterrado filósofo Giovanni Gentili (1875), que buscou, à semelhança do comunismo, substituir a família por uma “família nacional”, um Estado Grande. (daí o nome Nazismo, uma abreviação para Nacional Socialismo): Enquanto o fascismo se resume como “Tudo do Estado, por meio do Estado, para o Estado”, o comunismo prega: “Tudo do Partido, por meio do Partido, para o Partido.” Ou seja, ambas são falsas religiões que buscam substituir o Deus verdadeiro dos cristãos por uma instituição humana: “Por dEle, por Ele, para Ele são todas as coisas”. Para uma explicação em Inglês [http://youtu.be/m6bSsaVL6gA] e no Português [ https://youtu.be/t0vil7WnLXc ]

Mas…por incrível que pareça… Ester não sabe de nada. Ela não tem noção do perigo que corre. Ela não pode acreditar que a educação cristã realmente corre perigo de vida diante da ameaça comunista. Não… na tranquilidade de sua corte, a História não lhe foi contada. Esconderam de nossos alunos os fatos, os milhares de mortos, a estratégia educacional marxista. Mentiram para nós, e continuam mentindo, falando de paz e igualdade e democracia e respeito às diferenças, e nós acreditamos e caminhamos tranquilamente para as câmaras de gás, achando que vamos apenas tomar banho, e seguir viagem para uma cidade linda que nos aguarda, cheia de promessas, quando estamos na realidade vendidos à destruição. O palácio em que Ester se encontra é um belo mundo de ilusão. Essa é a real situação dos membros de igrejas, dos filhos dos crentes, que acreditam nos discursos marxistas e que compraram essa utopia de que estabelecerão um paraíso na terra, sem Deus.

Contando a Verdade

Quando soube Mordecai tudo quanto se havia passado, rasgou as suas vestes, e se cobriu de pano de saco e de cinza, e, saindo pela cidade, clamou com grande e amargo clamor; e chegou até à porta do rei; porque ninguém vestido de pano de saco podia entrar pelas portas do rei. Em todas as províncias aonde chegava a palavra do rei e a sua lei, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos se deitavam em pano de saco e em cinza. Então, vieram as servas de Ester e os eunucos e fizeram-na saber, com o que a rainha muito se doeu; e mandou roupas para vestir a Mordecai e tirar-lhe o pano de saco; porém ele não as aceitou. Então, Ester chamou a Hataque, um dos eunucos do rei, que este lhe dera para a servir, e lhe ordenou que fosse a Mordecai para saber que era aquilo e o seu motivo. Saiu, pois, Hataque à praça da cidade para encontrar-se com Mordecai à porta do rei.  Mordecai lhe fez saber tudo quanto lhe tinha sucedido; como também a quantia certa da prata que Hamã prometera pagar aos tesouros do rei pelo aniquilamento dos judeus. Também lhe deu o traslado do decreto escrito que se publicara em Susã para os destruir, para que o mostrasse a Ester e a fizesse saber, a fim de que fosse ter com o rei, e lhe pedisse misericórdia, e, na sua presença, lhe suplicasse pelo povo dela. Tornou, pois, Hataque e fez saber a Ester as palavras de Mordecai.
Ester precisa saber do que está acontecendo! Nossos líderes, nossos professores e educadores, nossos pais e nossos jovens, todos os membros das igrejas cristãs precisam acordar para o verdadeiro caráter e intenções de Hamã! Alguém precisa lhes contar a verdade.
Leiam essas citações de Marx, o ídolo da esquerda:
“Assim, o Céu eu perdi, e sei disso muito bem. Minha alma, que já foi fiel a Deus, está escolhida para o Inferno.”
“Nada, senão a vingança, restou para mim.”
“Eu desejo me vingar contra Aquele que governa lá em cima.” 

Mas, nesses últimos dias, temos ouvido a verdade. Muitos estão falando hoje sobre esquerda e direita, sobre liberdade e democracia, sobre a incompatibilidade entre a fé cristã e o marxismo. Sim, mesmo os jovens estão tendo os olhos abertos. Milhares estão angustiados, chorando, vestidos em panos de saco. Mensagens estão indo de cidade em cidade, de celular em celular, advertindo-nos do perigo iminente. Ester ouve falar do lamento e angústia de Mordecai e fica curiosa. Se quiserem me considerar como aquela serva, que levou a Ester a mensagem de Mordecai, aceito a comparação.

 

Chorar, Orar e Arriscar!

Então, lhes disse Mordecai que respondessem a Ester: Não imagines que, por estares na casa do rei, só tu escaparás entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares agora, de outra parte se levantará para os judeus socorro e livramento, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?
Queridos leitores: pais, mães, professores, educadores, pastores e igreja cristã como um todo: O momento é decisivo. Nessas eleições corremos o risco de dar a Hamã aquele anel real com o qual ele poderá implementar qualquer lei contra o povo de Deus. Ele odeia a Deus e o seu povo, porque nunca nos prostraremos a ele. As escolas cristãs e a educação domiciliar são os grandes inimigos do seu plano maquiavélico para a educação. Precisamos agir. Não imagine que os comunistas brasileiros agirão para com os religiosos diferentemente do que fizeram na China, na Russia, em Cuba, na Venezuela. Não imagines que, por estares no Brasil, ou escondidos, só tu escaparás ileso.
O noticiário “The Guardian”, em uma matéria recente que fala sobre a decadência do ateísmo forçado em cuba após a morte de Fidel Castro, e de um avivamento religioso na Cuba atual, ressalta que, ainda nesse contexto de abertura, “nenhum outro país nas Américas é tão restritivo. O governo Cubano não permite que as igrejas mantenham as suas escolas, ou tenham programas na televisão ou no rádio. Atos públicos de culto ou evangelismo são proibidos. [https://www.theguardian.com/world/2015/jun/12/cuba-religious-revival-christian-denominations]

A tese de doutorado de Stephen Harrison “Communism and Christianity: Missionaries and The Communist’s Seizure of Power in China” é um estudo riquíssimo que conta com detalhes como o trabalho de mais de século dos missionários e das igrejas protestantes na China, incluindo inúmeras escolas, universidades e hospitais, foi interrompido pouco tempo depois da tomada do poder pelo Partido Comunista. No início eles prometeram liberdade religiosa, e muitos cristãos bem intencionados esperaram que se eles se submetessem ao Partido e ficassem de fora da política, eles teriam o seu valioso trabalho social e educacional reconhecido pelos chineses e seriam permitidos permanecer trabalhando ali. Mas a verdade é que a sua simples presença era ameaçadora aos comunistas, e o Partido Comunista soube indoutrinar o povo para que se separassem dos crentes e se voltassem contra eles. [https://etd.library.vanderbilt.edu/available/etd-11072013-110739/unrestricted/Harrison.pdf]

É verdade, Deus sabe livrar da provação o piedoso. Ele pode levantar salvação e proteger a sua igreja de inúmeras maneiras. A sua mão não está encurtada, que não nos possa salvar. Ele pode nos livrar tanto da fornalha como na fornalha. Mas nós precisamos ser fiéis e corajosos, e precisamos agir. Cada um dentro de sua esfera. Se és Mordecai, pranteie e pleiteie com quem está em posição de ajudar. Se és mensageiro, dê a mensagem. Se és mero cidadão, vote bem. Se és rainha, ore e jejue e interceda por nós junto ao rei. Junte-se aos esforços daqueles que tem trabalhado em prol da verdade e da justiça e da bondade em nosso país, pois dessas coisas Deus se agrada.

 

Dois Pedidos

Então, disse Ester que respondessem a Mordecai: Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci. Então, se foi Mordecai e tudo fez segundo Ester lhe havia ordenado.
Nossa primeira e melhor estratégia, como cristãos que confiam na soberania de Deus, e que entendem que a nossa luta não é contra sangue e carne, mas contra os principados e potestades do reino espiritual, é clamar ao Senhor. Ele tudo pode e tudo faz para o bem maior do seu povo. Ele que pode frustrar os planos do inimigo e promete preservar a sua igreja, só Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação. Esse é meu primeiro pedido. Clamem conosco.

 Ao terceiro dia, Ester se aprontou com seus trajes reais e se pôs no pátio interior da casa do rei, defronte da residência do rei; o rei estava assentado no seu trono real fronteiro à porta da residência. Quando o rei viu a rainha Ester parada no pátio, alcançou ela favor perante ele; estendeu o rei para Ester o cetro de ouro que tinha na mão; Ester se chegou e tocou a ponta do cetro. Então, lhe disse o rei: Que é o que tens, rainha Ester, ou qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará. Respondeu Ester: Se bem te parecer, venha o rei e Hamã, hoje, ao banquete que eu preparei ao rei. Então, disse o rei: Fazei apressar a Hamã, para que atendamos ao que Ester deseja. Vindo, pois, o rei e Hamã ao banquete que Ester havia preparado, disse o rei a Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? E se te dará. Que desejas? Cumprir-se-á, ainda que seja metade do reino. Então, respondeu Ester e disse: Minha petição e desejo são o seguinte: se achei favor perante o rei, e se bem parecer ao rei conceder-me a petição e cumprir o meu desejo, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar amanhã, e, então, farei segundo o rei me concede.
E assim, não sem muitos dias de hesitação e oração, venho aqui já às vésperas desse pleito, fazer um segundo pedido a nossos leitores cristãos: que nos estendam o bordão e nos permitam fazer nossa petição. Não é por vontade própria que arriscamos a nossa reputação e a vossa confiança, entrando aqui nessa corte política, que sabemos que tem causado conflitos entre educadores e governantes, e mesmo divisões entre o povo de Deus. Como nos seria mais agradável, assim como o era para a rainha Ester, continuar no castelo da nossa própria vida familiar, cuidando dos nossos próprios afazeres, e ignorar as novas leis e os intentos dos pretendentes a possuir o tão desejado e poderoso anel do rei.
Estou aqui nessa corte, assim como Ester, não por vontade própria, mas como constrangida a fazer o que está a nosso alcance para salvar algo muito mais precioso do que eu mesma: o futuro do povo de Deus e dos filhos da aliança. Faço minhas as palavras da rainha a você, nosso leitor (e eleitor):
Minha petição e desejo são o seguinte: se achei favor perante o rei, e se bem parecer ao rei conceder-me a petição e cumprir o meu desejo, venha o rei com Hamã ao banquete que lhes hei de preparar amanhã, e, então, farei segundo o rei me concede.

Se você, leitor, tem qualquer consideração, não por mim, mas pelo tema deste blog, ou seja, pela educação cristã dos filhos da aliança, por favor aceite este convite e se prepare para ouvir o meu terceiro pedido que guardei para o banquete do dia seguinte, na próxima postagem, pois o assunto é urgente, e o tempo, curto.
Se você se propôs a ler até aqui, acredito que me ouvirá até o fim, na próxima postagem. Meu pedido é nada mais, nada menos que a minha vida: A existência desse blog e de tudo o que ele representa: a possibilidade da educação distintamente cristã para os nossos filhos.
Se perante ti, ó rei, achei favor, e se bem parecer ao rei, dê-se-me por minha petição a minha vida, e, pelo meu desejo, a vida do meu povo.
A História Continua na Parte 2 … Aguarde.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

EDUCAÇÃO CLÁSSICA CRISTÃ? Histórico: Parte 2


O Ressurgimento da Educação Clássica


 

A excitação das sociedades contemporâneas que abandonaram os métodos tradicionais em busca de uma educação mais moderna e progressista não durou muito. As propostas construtivistas de Dewey e de outros progressistas e cientificistas foram rapidamente colocadas em prática especialmente nos Estados Unidos, que começou a usar a educação como propulsora da corrida tecnológica pela formação de profissionais que apoiassem a sua economia capitalista, e como difusora das novas ideologias liberais e secularizadas. A ironia é que países de terceiro mundo, de tendências socialistas e comunistas - como o Brasil - se enamoraram das mesmas correntes e técnicas pedagógicas para inculcar em seus alunos um ideal de oposição ao pensamento liberal ocidental e de defesa dos ideais sócio-políticos marxistas. A afinidade entre esses grupos contra a educação clássica provém do fato de que verdades absolutas, pensadores independentes e pessoas com uma formação integral constituem uma ameaça para ambos os sistemas.

Os métodos progressistas foram testados nos Estados Unidos especialmente no século XX e XXI. A partir das décadas de 60 e 70 algumas vozes já apontavam para a defasagem intelectual dos alunos formados nesse novo sistema. Em 1947, a classicista Dorothy Sayers escreveu o artigo "As Ferramentas Perdidas da Aprendizagem". Livros como "As Sete Leis do Ensino", de John Milton Gregory foram republicados. Pais começaram a tirar os seus filhos da escola e ensiná-los em casa pelos métodos que tinham aprendido com seus pais e avós. Um renascimento educacional estava às portas, e o movimento pela educação clássica surgia nos Estados Unidos em resposta e denúncia ao fracasso acadêmico das escolas modernistas. Com o respaldo do governo, as escolas públicas progressistas continuaram indo de mal a pior, e escolas privadas tradicionais, além do movimento de homeschooling, deram impulso ao movimento atual pela educação clássica, mais individual, e mais acadêmica. Pais começaram a pesquisar por si sós o que havia de melhor para seus filhos e muitos encontraram a solução de seus problemas nos métodos e materiais clássicos. E esses alunos começaram a se destacar acadêmica e até moralmente em comparação com os provenientes das escolas públicas modernas.

Como acontece em outros países de terceiro mundo, o Brasil está bem atrasado na implementação dessas mudanças. Os nossos cursos de pedagogia agora que estão defendendo e buscando implementar aquela educação progressista que tem se demonstrado um verdadeiro fracasso acadêmico nos Estados Unidos e em outros países de vanguarda. Mas isso realmente não incomoda o nosso governo, a não ser quando o Brasil é apontado como os últimos das listas mundiais no quesito acadêmico. Nossas autoridades políticas, pedagógicas e sociais  parecem ter como seu ideal crianças e jovens iletradas, impensantes, sem poder, desinformadas, acríticas, seguidoras dos ditames da moda, da mídia, e de estadistas com viés ditatoriais e corruptos, a julgar pela falta de bons livros nas escolas, pelos ridículos programas "culturais" da mídia, e pelas ênfases ideológicas dos parâmetros curriculares nacionais.

Contudo, também em nosso país, alguns pais conscienciosos têm se incomodado com esta situação. Eu gostaria de poder dizer que estes pais que tem se levantado contra esse problema são em sua maioria cristãos, mas, assim como nos EUA, não tem sido sempre assim. Muitos destes pais são simplesmente pessoas de bom senso, profissionais bem sucedidos, em geral de classe média, católicos ou pessoas de pensamento mais tradicional, que têm buscado para seus filhos uma educação melhor do que a que têm sido oferecida nas escolas atuais, uma educação mais parecida com a que estes pais tiveram e que lhe capacitaram com as habilidades básicas para serem proficientes em suas profissões. Em geral, os pais que estão buscando uma educação mais clássica e tradicional estão visando simplesmente um melhor futuro acadêmico e profissional para seus filhos, mas devido a carência de material, têm pouquíssimas alternativas em nosso país, a não ser mandar seus filhos para estudar no exterior, ou retirar os seus filhos da escola e ensiná-los em casa por si mesmos ou com o auxílio de tutores. Cito aqui o crescimento da ANED- Associação Nacional de Ensino Domiciliar - e a realização de alguns congressos por parte de instituições protestantes e católicas que têm introduzido a educação clássica para um público cada vez mais interessado. Acredito que, assim como aconteceu nos Estados Unidos, esses pais descobrirão na educação clássica um renascimento acadêmico, e esperamos que os pais cristãos despertados por esse renascimento intelectual das letras e do pensamento encontrem na educação cristã um reavivamento espiritual que mude para sempre e impacte para a vida da família, da igreja e da sociedade.

Continua...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PROPOSTAS PARA A REFORMA CURRICULAR DE ESCOLAS CRISTÃS - Parte 2



*Adaptação de Material elaborado a pedido do Centro de Estudos John Knox, em Belém, PA, como sugestão para a reorganização curricular da educação infantil.
* Após a postagem introdutória (se ainda não leu, clique aqui), essa é a segunda parte de uma série de postagens que tem como objetivo incentivar e orientar passo-a-passo educadores e escolas cristãs a adotarem um currículo próprio e distintivamente cristão.



FASE 1: ENTENDENDO O QUE É UM CURRÍCULO CRISTÃO

O Currículo Cristão sustentado pelo Ensino da Bíblia

DEFINIÇÃO DA PERSPECTIVA CRISTÃ DO CURRÍCULO


Uma definição completa de currículo reuniria as respostas às perguntas:

 1) Para quê ensinar? (objetivos);

2) O que ensinar? (conteúdo)

3) Quando ensinar o quê a quem? (divisão e organização do conteúdo de acordo com as fases e idades apropriadas de desenvolvimento mental e corporal infantil) e

4) Como ensinar? (por que métodos, atividades, etc.).

O currículo, portanto, é um instrumento de ensino em que os educadores traduzem objetivos em conteúdos e atividades organizados em uma sequência progressiva e selecionados de acordo com as capacidades de cada estágio infantil, para serem ensinados por métodos apropriados a cada fase de desenvolvimento.

Partindo dessa definição bem ampla de currículo, o que seria um currículo essencialmente cristão? A resposta é simples de enunciar, mas profunda e complexa na sua aplicação: num currículo cristão, cada um destes elementos do currículo expressa a perspectiva cristã; ou seja, seus objetivos, a seleção e organização de conteúdos, o entendimento da psicologia e estágios de desenvolvimento infantil, e os seus métodos; todos são fundamentados pelo ensino direto ou indireto (ênfases, deduções, visão de mundo proveniente) das Escrituras. Antes, portanto, de explorarmos as peculiaridades de cada um desses componentes de um currículo cristão, vamos averiguar quais seriam alguns destes princípios bíblicos e teológicos (distintamente reformados ou calvinistas)  que devem nortear, moldar e diferenciar um currículo de perspectiva cristã:    

 

Princípios Relacionados à Deus e à Sua Revelação:


- Princípio Teocêntrico. A Educação Cristã vê Deus como O Criador Auto-Suficiente e o Homem como Criatura Dependente: Deus deve ser visto como um ser único, soberano e auto-suficiente, infinitamente acima de nós, criador e poderoso, e com todos os seus atributos que são só dele, enquanto o homem deve ser colocado em seu devido lugar, como um ser criado e dependente de Deus para tudo (para respirar, para aprender, para realizar cada atividade), de maneira que a nossa vontade, o nosso agir, o nosso pensar, devem se basear na vontade de Deus e devem ser vistos em relação a ele. "Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas." (Romanos 11:36)

- Princípio Cristocêntrico. Cristo deve ser claramente ensinado como o princípio, o meio e o fim de todas as coisas, como Aquele em quem a Trindade habita, e em quem tudo subsiste, de maneira que Ele criou e sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder(Colossenses 1:15-22). Somente Ele deve ser apresentado como a verdadeira solução para os nossos problemas e os do mundo todo, como o salvador da nossa alma, como o restaurador da imagem de Deus em nós, e como o redentor do mundo caído. O currículo deve ser completamente cristocêntrico para ser verdadeiramente teocêntrico.

- A Educação Cristã estuda e interpreta as Revelações de Deus. Não há educação sem revelação. Deus resolveu, por sua graça, Se revelar aos homens (sua divindade, seu caráter, seu poder, seus planos, suas obras, etc.), e Ele fez isso no tempo e no espaço por meio das suas obras da Criação, da Providência, da Redenção, e por meio de Seu Filho Jesus Cristo, e aprouve a Deus registrar infalivelmente  essa revelação num livro Sagrado, a Bíblia. Podemos resumir dizendo que Deus se revela na natureza e na sua Palavra: 1) Deus se revela na natureza e todo homem tem uma atitude para com essa revelação. Todo o estudo da natureza deve revelar a sabedoria, a bondade, a glória e a majestade do Criador. 2) Deus se revela na Bíblia, entendida como Palavra de Deus inspirada, autoritativa, suficiente, clara e acessível a todos se acompanhada da iluminação do Espírito, a qual é, por isso, central na educação e no currículo da Educação Reformada.

É central ao currículo o estudo das revelações de Deus (a Bíblia e a natureza) como complementares e importantes, como fontes da verdade e como de fato reveladoras de Deus, estudo esse que deve levar os alunos a louvá-lO e a glorificá-lO:

Quanto ao currículo, por exemplo, os reformados entendem que o conteúdo da Bíblia constitui conteúdo essencial, embora não único, da educação cristã. E isso tanto direta quanto indiretamente. Diretamente, significa que as doutrinas bíblicas devem ser ensinadas às crianças, pois são essenciais à sua salvação, e à sua formação para a vida nesse mundo, em suas atividades diárias, profissionais e em suas diversas relações. Da Bíblia se extraem também os únicos princípios morais sólidos e verdadeiramente eficazes para a sociedade como um todo.

Indiretamente, o conteúdo bíblico é importante para a educação na medida em que se entende que a Bíblia é indispensável tanto ao conhecimento como principalmente, para dar sabedoria, a qual só pode ser adquirida na Bíblia, visto que “o temor do Senhor é o princípio do saber” (A BÍBLIA..., Provérbios 1:7) e que a Bíblia realça a sabedoria de Deus. A sabedoria de Deus pode ser vista nas obras divinas da Criação, Providência e Redenção. Além disso, Deus é a própria sabedoria e sua fonte e os provérbios bíblicos são um precioso exemplo de sabedoria divina.

Princípios Relacionados ao Homem, ao Mundo e à Realidade:


- Princípio da Nobreza Original do Ser humano. A criança deve ser vista do ponto de vista da Criação, da Queda e da Redenção. Criada à imagem de Deus e com várias qualidades, características e habilidades a serem consideradas e desenvolvidas (espirituais, morais, formativas, analíticas, mentais, sentimentais, linguísticas, artísticas, físicas, biológicas, motoras, etc.). Mas também agora como pecadora e necessitada de Cristo.

- O Princípio da Queda. A proposta reformada leva em conta o pecado e seus efeitos tanto na concepção do ser humano (e do aluno), como para explicar a situação do mundo hoje com seus males, problemas e tristezas e os relacionamentos problemáticos que ocorrem entre as criaturas de Deus.

James Beeke, em palestra proferida sobre o tema: “De que modo devo ensinar aos meus alunos?” (2003) inicia falando sobre como os pais e educadores reformados devem ver ou considerar as crianças com as quais estão lidando. Ele aplica o esquema bíblico da criação-queda-redenção e concebe as crianças a partir de três postulados: como especialmente criadas e concebidas por Deus, como pecadores caídos, no que se refere à obra humana, como pecadores regeneráveis, através da obra de Cristo.

- Princípio da Individualidade. As crianças devem ser vistas como criadas à imagem de Deus, com diversidades e características peculiares, com dificuldades a serem trabalhadas e dons a serem empregados para o bem do reino de Deus e da sociedade em que vive. Não se deve buscar uma uniformidade na aplicação do currículo a todas as crianças, mas sim uma adaptação dos princípios curriculares às peculiaridades de cada criança, a partir do princípio bíblico de que cada membro do corpo de Cristo é diferente, mas tem funções importantes e pode e deve servir os demais membros com as suas características e dons únicos.

- Princípio religioso. A religião verdadeira é o fundamento e a chave para entender o cosmos. Ela é a base para o entendimento da origem de todas as coisas, e de seu propósito; e “todas as coisas” inclui cada aspecto da vida humana, sendo a educação um aspecto importantíssimo. O homem é um ser distinto dos demais não apenas por seu caráter racional, mas principalmente, pelo seu caráter essencialmente religioso. O compromisso religioso do homem é prévio a qualquer atividade sua. O homem tem apenas duas escolhas: ou ele segue o Deus da Bíblia e a Sua Palavra e anda pelo caminho da vida e da sabedoria, ou ele dá as costas a esse Deus e se encontra no caminho do pecado e da morte. Essa escolha essencialmente religiosa determina cada uma das decisões e atividades humanas. Tudo o que é humano é religioso, o que faz da educação cristã essencialmente uma educação completamente religiosa, visto que Deus em Cristo está presente como o autor, meio e alvo de todas as disciplinas, assuntos e páginas.

 - Princípio da Antítese. A antítese que existe no mundo hoje, ou a diferença essencial entre Deus e o Diabo, entre o crente e o ímpio, entre o céu e o inferno, entre o agir, pensar e falar do crente, e o viver do descrente, entre a Igreja e o Mundo sem Deus, etc. Ver o mundo da perspectiva de Cristo é ver essa distinção básica entre as pessoas, entre as filosofias e entre as práticas de vida. É isso que significa confessar: “O temor do Senhor é o princípio do Saber” (Provérbios 1:7). Significa que só existe conhecimento verdadeiro se ele tiver a Deus e a Sua verdade como fundamento, meio e fim. Sem Deus, não seremos sábios, nem faremos nada de bom e aceitável. Por exemplo, quando se estuda a família, ou os animais, precisamos sempre relacionar esses assuntos com Deus, com o propósito que Deus designou para eles, e mostrar como é diferente o plano de Deus para a família e para os animais do que o mundo entende como sendo o papel e as funções aceitáveis da família e dos animais.

- Princípio da Integração. Assim como Deus tem um plano compreensivo que inclui tudo o que existe e acontece, e assim como tudo está inter-relacionado visando o propósito último da promoção da glória e do reino de Deus, portanto todo o currículo precisa ser integrado. Todos os assuntos precisam ser organicamente relacionados, como miçangas unidas por um fio. O furo das miçangas é o fato de tudo ter sido criado por Deus e com um propósito e sentido específico, fazendo parte de um plano divino todo-abrangente que compreende todos os fatos, leis e acontecimentos que viermos a estudar. O fio que os une é a revelação de Deus sobre o começo e o fim de todas as coisas, e o professor deve buscar relacionar essas miçangas com base nessa revelação de Deus, procurando compreender onde estas coisas se encaixam no plano de Deus para o homem e para este mundo.

Princípios Relacionados ao Conhecimento


- O Temor do Senhor como a Base do Conhecimento Verdadeiro. Os reformados crêem que “O temor do Senhor é o princípio do saber” (Provérbios 1:7). À parte de Deus, o pensamento humano leva à morte intelectual, moral, social, e de todos os aspectos da vida humana.

- O Princípio da Distinção da Perspectiva Cristã. Assim como o crente, para ser luz no mundo e sal na terra, deve ser separado e santo, diferente do mundo, e isso de dentro para fora, assim também o ensino cristão deve ser interna e externamente diferente do ensino não cristão. Considerando que a neutralidade religiosa é impossível, a filosofia da educação reformada rejeita a admissão de conceitos educacionais seculares, pois entende que não são, de forma alguma, neutros, mas estão imbuídos de princípios religiosos anti-cristãos, e estes princípios influenciam inúmeros aspectos teóricos e práticos da educação secular proposta. Sendo assim, a perspectiva cristã não deve ser adicionada (acrescentar histórias bíblicas, versículos, e moral cristã) a conteúdos tidos como neutros, mas deve permear a organização dos temas, a sua ordem de importância, e a interpretação de cada assunto, que deve ser tratado de acordo com a revelação bíblica.

- O Propósito do Ensino Cristão. Assim como o nosso Deus não faz nada à toa ou por acaso, o currículo cristão também deve ser proposital. Por isso, tudo o que for feito e ensinado deve ser justificado por um princípio (por que? - condizente com a nossa vocação e com as ordenanças de Deus), um meio (como? - com base na Palavra de Deus) e um propósito (para que? – a glória de Deus e a promoção do seu reino de modo a incluir o propósito particular para a vida individual de cada aluno).

- A Unidade do Conhecimento. Visto que todo o conhecimento procede de Deus e encontra em Cristo sua unidade, assim também o currículo, apesar da necessária compartimentalização das disciplinas e unidades, precisa se esforçar e buscar maneiras de refletir essa unidade, essa harmonia, essa mensagem única anunciada por todas as esferas do conhecimento: Que o conhecimento vem de Deus e O revela, é encontrado em Deus e deve glorificar o nome de Deus.

- Concepção de Ensino e Aprendizagem. Ensinar é apresentar e interpretar o mundo aos alunos da perspectiva de Deus. Aprender é aceitar e obedecer de coração a verdade de Deus. Essa concepção de ensino/aprendizagem nos dá clareza para lidarmos com os extremos das tendências de formulação do Currículo (clássico x tradicional x pragmático x vocacional x construtivista x ideológico) de conformidade com os princípios bíblicos de educação. Exemplo: sabe-se que as crianças pequenas aprendem muito pelo exemplo, pelo fazer, pelo tentar. Por outro lado, a Bíblia ensina que elas também precisam ser instruídas na verdade, e serem ensinadas coisas que elas ainda não podem compreender ou comprovar na prática, visto que até crentes adultos precisam aceitar de coração verdades que eles não podem compreender completamente, nem comprovar na experiência prática, como a Doutrina da Trindade, por exemplo. Então afirmamos que a criança usa a exploração dos sentidos e as demonstrações do professor como parte do processo de conhecer as cores, mas que ela só aprende a sua lição sobre as cores quando ela aceita e expressa em suas próprias criações que o céu é azul e a grama é verde porque Deus os fez assim, e porque o que Deus faz é sempre o melhor e o mais bonito, devendo ser, por isso, imitado por ela.

- Os Princípio da Piedade.  O amor, a fé e a obediência devem ser o fundamento do currículo da educação cristã. A santidade é o padrão de todo conhecimento. Por isso devemos buscar sempre oportunidades de imprimir a piedade e ensinar coisas de valor eterno às crianças, em vez de estimular o que não precisa ser estimulado (as coisas da carne, do mundo e o pecado). Refiro-me ao uso de canções, histórias, poemas, etc. com conteúdos que vão de encontro aos princípios cristãos, ou que são por demais vazios e frívolos. Se não for edificar, é melhor não ensinar.

Princípios Relacionados às Tendências Curriculares:


- A Primazia da  História. A perspectiva reformada considera importantíssimo o estudo da história como o estudo da providência e das obras de Deus no mundo, juntamente com a inserção do aluno, dos fatos e dos acontecimentos em uma perspectiva histórica, que demonstre como Deus é soberano na história e como ele governa a história do mundo como contexto para a história da redenção.

-  A Importância da Literatura. As letras, a leitura, a escrita, e a interpretação devem ser muito enfatizadas, com vistas ao estudo e interpretação da Palavra de Deus e do mundo, primeiro porque Deus as considerou muito importantes para a Sua revelação, e também porque são de grande valor prático e cultural.

-  A Cidadania no Reino de Deus. O currículo da escola cristã pode ser expresso em termos de cidadania, mas uma cidadania que se curva de coração à autoridade de Cristo: Como a criança pode ser um melhor cidadão no reino de Deus? O nosso currículo também busca preparar os alunos para servir a Deus servindo as outras pessoas através de suas vocações e das circunstâncias e oportunidades que têm de usar os seus dons dados por Deus.

- A Verdade de Deus como centro do Currículo. O currículo deve evitar os extremos do mero adquirir conhecimento e o de desenvolvimento da personalidade de maneira egocêntrica. O currículo não deve ser nem centrado na criança (antropocêntrico), nem no conteúdo (heterocêntrico), mas em Deus e na Sua verdade (teocêntrico). A verdade de Deus e a perspectiva cristã provêem um lugar apropriado tanto para o crescimento pessoal do educando, como para o conteúdo que deve ser transmitido a ele. Ambos têm a sua importância e devem estar debaixo da revelação e da vontade de Deus.

- Confessionalidade. Porque a fé cristã constitui um corpo de doutrinas capaz de ser expresso em afirmações e credos, o que tem sido feito muitas vezes e com muito proveito pelos teólogos que se esforçaram para elaborar nossos credos e símbolos de fé, nós não devemos temer utilizar A Confissão de Fé de Westminster e o Catecismo Maior e Menor de Westminster como parâmetro para a compreensão e aplicação do ensino Bíblico aos diversos assuntos do currículo. Na verdade, deveríamos fazer um esforço consciente para aplicar os ensinos neles encontrados aos diversos temas e às diversas disciplinas. Isso pode ser feito sistematicamente e simplesmente através de um estudo desses símbolos de fé. Historicamente, a educação reformada sempre deu muito valor ao estudo e à memorização não só de versículos bíblicos, mas do Catecismo Menor de Westminster, ou de sua versão infantil, os quais que fornecem às crianças a visão de mundo cristã e o pano de fundo necessário para que elas compreendam o mundo e tudo o que estudam de maneira distintivamente cristã.

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Acredito que esta seja uma lista fiel daqueles princípios básicos de uma teologia e filosofia educacional cristã e bíblica, como entendida pela interpretação reformada ou protestante. Se você pode dizer "Amém!" a essas declarações, acredito que você vai ser confirmado e estimulado em sua busca por um currículo que concorde e expresse a sua robusta e preciosa fé. Se você se interessou por nossa visão de mundo e gostaria de conhecer melhor os princípios e as aplicações curriculares do cristianismo verdadeiro, você encontrará muita informação valiosa nas próximas postagens desse material. Se, porém, o leitor discorda de nossos princípios, peço-lhe que continue lendo essa série de postagens e os demais materiais disponíveis nesse blog, e ao conhecer melhor a nossa fé e as nossas propostas, busque elencar os seus questionamentos, e propor uma justificativa para o que você acredita, e uma alternativa melhor para a situação curricular de nosso país. Se você não conseguir fazer isso, quem sabe você irá juntar-se a nós, para aprendermos juntos a guiar os nossos pequenos nos caminhos da vida e do céu da maneira que Deus nos prescreveu em Sua Palavra.