“Como Maçãs de Ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” (Pv. 25.11)

“Feliz o homem que acha a sabedoria e o homem que adquire o conhecimento;
... é Árvore de Vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm." (Pv. 3:13,18)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Capítulo 3 O presente de Mary Para Amélia

Capítulo 3
O presente de Mary para Amélia


Em quase todos os países, o mês de maio é notável por seus encantos, o que justifica a linguagem do poeta ao dizer:

“Doce mês,
Se não o primeiro, o mais prezado, do ano”

Foi no início do mês encantador que Mary foi a um bosque da vizinhança para cortar alguns ramos de salgueiro e galhos de aveleira. Ela os colheu para seu idoso pai usá-los, pois, quando não estava ativamente trabalhando no jardim, ele ocupava seu tempo fazendo cestas ornamentais de vários tipos - pois James era um homem trabalhador. Ele sabia muito bem qual era o seu dever gastar qualquer tempo que Deus tinha dado a ele para “remir” e pelo qual ele sabia que precisaria prestar contas. Ele fazia questão de nunca ter tempo ocioso, pois o trabalho é essencial para a felicidade e utilidade. Oh, pense no ganho que haveria para a causa de Cristo se nós “juntássemos os fragmentos (de tempo) que nos sobram, para que nada fosse perdido” e era nesse tempo, enquanto estava ocupado, que Mary lia para ele no precioso livro de Deus, ou ele falava para ela, as coisas acerca de sua alma imortal.
Enquanto Mary estava no bosque, colhendo material para a produção das cestas de seu pai, ela achou algumas belas espécies de lírio do vale e colheu o suficiente para fazer dois buquês, um para seu pai e um para ela mesma. Quando ela terminou seu trabalho, ela voltou para casa por um caminho mais rápido, que passava pelo meio de um pasto, e no meio do caminho, encontrou a Condessa de Eichbourg e sua filha, Amélia, que estavam fazendo uma caminhada vespertina. Mary raramente tinha visto as duas, pois elas viviam a maior parte do tempo na cidade, porém estavam agora passando uns dias no castelo.
“Oh, que lindos lírios do vale!” – exclamou a jovem condessa, que era apaixonada por flores, e preferia ainda mais as silvestres do que qualquer outra.
Ao ouvir essa exclamação, Mary deu um buquê para cada uma das moças. Elas os receberam com prazer e a condessa, pegando uma bolsa de seda ricamente bordada com ouro, ofereceu dinheiro a Mary, o qual ela se recusou a aceitar.
“Oh, não, não, minha senhora”, disse ela, “eu não posso aceitar dinheiro pelas minhas flores. Meu pai e eu temos recebido muitos benefícios do Conde. Permita, por favor, que essa pobre moça tenha o prazer de oferecer a vocês esse pequeno presente de graça”. As palavras de Mary eram com tanta graça e simpatia que elas não puderam recusar.
A Condessa sorriu agradavelmente e disse “Bem, mocinha, você seria tão gentil de trazer, de vez em quando, um buquê de lírios do vale para a minha filha no castelo?” Mary prometeu que o faria e todas as manhãs, enquanto os lírios do vale floresciam, ela levava um lindo buquê para o castelo.
Algumas das circunstâncias mais importantes da nossa vida vem dos eventos que são aparentemente os mais insignificantes. Isso foi verdade no caso de Mary pois esse encontro acidental marca o que há de mais profundo e doloroso nessa pequena história. Contudo, Deus governa sobre todos os eventos e está absolutamente provado que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Das regulares visitas de Mary ao castelo, para levar seu buquê de flores matinal, como era de se esperar, uma intimidade cresceu entre ela e Amélia, pois elas eram praticamente da mesma idade e tinham muitos gostos parecidos, especialmente o seu mútuo amor pelas flores.
O aniversário de Amélia estava se aproximando, e Mary decidiu fazer alguns pequenos presentes da natureza para ela, mas, como já tinha dado muitos buquês de flores, ela queria pensar em algo novo. Durante o inverno anterior, o seu pai tinha feito muitas cestas artesanais, todas muitíssimo elegantes, contudo, a mais bonita foi dada à própria Mary. Nela ele tinha feito o desenho da vila, e esse tipo de trabalho era de perfeição marcante. Mary decidiu encher essa cesta com flores e dar à jovem Condessa como seu presente de aniversário. Seu pai prontamente deu sua permissão e, para embelezar ainda mais a linda cesta, ele colocou o nome de Amélia de um lado e o brasão do Conde do outro.
Chegou o dia tão esperado, e de manhã cedo, Mary colheu as rosas mais novas, os melhores cravos, as flores mais rosas e outras das mais lindas cores. Ela colheu alguns ramos verdes, cheios de folhagem e arrumou as flores na cesta, tão entremeadas com as folhas verdes, que todas as cores, ainda que perfeitamente distinguíveis, estavam doce e delicadamente misturadas. A cesta foi envolta com uma alegre guirlanda, feita de botões de rosas e musgos, e o nome de Amélia podia ser lido claramente, emoldurado com uma coroa de não-me-esqueças. Todo o aspecto da cesta era realmente de uma beleza incomum.
Mary então entrou no castelo com seu presente, que ela deu à Condessa Amélia, desejando o melhor para a felicidade de sua jovem amiga do fundo de seu coração, tanto aqui, como na vida porvir. A jovem Condessa estava sentada em sua penteadeira, atrás dela estava sua ama, ocupada fazendo um penteado para a sua festa de aniversário. Amélia ficou encantada com a cesta e recebeu o presente com uma alegria excepcional e ela mal podia encontrar palavras para expressar o seu deleite, enquanto observava as lindas flores tão bem arranjadas na cesta.
“Querida Mary”, ela disse, “você é muito gentil. Você deve ter assaltado o seu pequeno jardim para fazer um presente tão rico e, quanto à cesta, eu nunca vi nada tão primoroso em toda a minha vida. Vem, vamos mostrar para minha mãe”.
Ela tomou Mary carinhosamente pela mão e levou-a para cima, para o quarto da Condessa.
“Olha, mãe”, disse Amélia, “tem alguma coisa igual ao presente que eu ganhei da Mary? A senhora nunca viu uma cesta tão linda e em lugar nenhum pode-se achar flores tão adoráveis”.
A Condessa estava grandemente contente com o presente encantador.
“Realmente”, ela disse, “essa cesta, com essas flores ainda molhadas com o orvalho, é realmente primorosa. É uma figura perfeita e se iguala aos esforços dos mais experientes artistas. Ela faz jus ao bom gosto de Mary, mas ainda mais à gentileza do seu coração. Espere um momento, pequena” – ela disse a Mary, enquanto fazia um sinal para que Amélia a seguisse para outro cômodo.
“Amélia”, disse a Condessa, “Mary não pode ir embora sem a devida retribuição. O que você tem para dar a ela?”
“Eu acho que" – disse Amélia depois de refletir um pouco – “um dos meus vestidos seria o melhor, por exemplo, se a senhora deixar, minha querida mãe, aquele com flores vermelhas e brancas, num fundo verde escuro. Ele é praticamente novo, eu usei só uma vez. Ele está um pouco pequeno em mim, mas ficaria perfeito na Mary, e ela pode ajustá-lo como quiser, ela tem muito bom gosto. Se não for, assim, demais…”
A Condessa a interrompeu: “Com certeza não é demais. Quando você quer dar alguma coisa a alguém, deve ser algo útil. O vestido verde com flores será muito adequado para a menininha das flores”.
A Condessa então voltou para seu quarto com Amélia, e olhando gentilmente para Mary, ela disse: “Vão, minhas queridas, levem essa adorável cesta e cuidem bem das flores, para que elas não murchem antes do jantar. Eu quero que os convidados admirem a cesta que também será o enfeite mais lindo na mesa. Tchau, pequena Mary, eu deixarei que Amélia agradeça a você pelo seu presente”.
Amélia correu para o seu quarto com Mary e disse para Juliette, sua ama, trazer seu vestido.
“Você quer usar o vestido hoje, vossa senhoria?” – perguntou a ama.
“Não”, disse Amélia, “eu quero usá-lo de presente para Mary”.
“Dar para Mary!”, exclamou Juliette, num tom de surpresa, “a Condessa sabe disso?”
“Traga o vestido", disse Amélia, “e não se preocupe com nada”.
Juliette se virou, para esconder o seu rancor e saiu com o rosto ardendo em ira. Ela abriu o guarda-roupa com um puxão e pegou o vestido da Condessa. “Eu queria ser capaz de rasgar ele em pedaços”, pensou a menina má. “Essa Mary já ganhou o favor de minha jovem senhorita, e agora, ela rouba de mim esse vestido, porque ele seria meu quando Amélia não o quisesse mais. Eu queria arrancar os olhos daquela garotinha. Mas, eu vou me vingar”.
Que espírito perverso Juliette permitiu! Ela deveria ter ficado feliz com o bem feito a Mary, mas o coração de Juliette fez o que era errado - ela nunca deve ter ouvido a Bíblia e aquele pequeno acontecimento deu ocasião para que ela demonstrasse o seu mau temperamento. Abafando a sua ira, entretanto, ela voltou com um ar agradável e deu o vestido a Amélia.
“Querida Mary”, disse Amélia, “Eu ganhei hoje presentes muito mais caros do que a sua cesta, mas nenhum deles me deu tanto prazer. Veja esse vestido com flores; receba como sinal da minha afeição e leve as minhas lembranças para seu pai”. Mary então pegou o vestido, beijou a mão da jovem Condessa e foi embora do castelo.
Juliette, com ciúmes e raiva, continuou trabalhando silenciosamente. Ela teve muita dificuldade para conseguir terminar o penteado que estava preparando, e não pôde esconder totalmente sua raiva.
“Você está com raiva, Juliette?” perguntou a jovem Condessa.
“Seria muito tolo”, disse Juliette, “estar com raiva só porque você foi generosa”.
“Você falou com muita sensatez”, se alegrou Amélia, “Eu espero que você sempre seja tão sensata assim”.
Mary correu para casa, toda alegre, mas o pai dela tinha muita prudência para sentir qualquer alegria com um presente assim.
“Eu preferia muito mais”, ele disse, “que você não tivesse levado a cesta para o castelo, porém agora não dá para voltar atrás. Você não faz ideia do valor desse vestido, além de ser um presente daqueles que respeitamos tanto. Eu temo que isso faça outras pessoas ficarem com inveja de você, ou, ainda pior, que ele venha a encher o seu coração de vaidade. Tome cuidado, minha filha querida, para que você não caia nesses dois males. A modéstia e os bons modos são mais apropriados para uma mocinha do que os enfeites mais belos e caros. Pense mais na beleza interior do coração, do que no adorno do corpo exterior”.
Caro jovem leitor, cuidado com o carinho por vestidos. Estar arrumado de acordo com a situação em que você se encontra é o mais consistente com a vontade de Deus e o mais indicado para ganhar o respeito do mundo. Lembre-se de que aqueles que querem mostrar o exterior, tem sobre si um interior deformado como distinção. Muitos jovens se perderam por se permitirem o desejo por roupas, e muitos jovens crentes em Cristo, nessa mesma rocha, naufragaram na fé. Mães, não permitam isso. Aprendam a entender a verdadeira beleza da simplicidade.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

PROMOÇÃO CD DEUS ME FEZ- MÊS DA REFORMA



Prezados irmãos e amigos, 

Nesse mês de Outubro, em comemoração à Reforma Protestante, estamos fazendo uma promoção de FRETE GRÁTIS para quem deseja adquirir o excelente álbum infantil baseado no catecismo de Westminster, o CD Deus Me Fez: Para a Sua Gloria.

Sabemos que os símbolos de fé de Westminster, que incluem a Confissão de Fé e o Catecismo Maior e Menor, são verdadeiros frutos da Reforma, nos quais se buscou sistematizar e ensinar as gloriosas verdades bíblicas redescobertas e explicadas pelos reformadores e teólogos protestantes. 


Visite o blog macasdeouro.blogspot.com para mais informações sobre o álbum, para ouvir uma amostra das faixas e para assistir um vídeo inédito com clipes da gravação do cd! Aproveite também para ver as demais postagens que temos disponíveis para se trabalhar com as crianças a herança da Reforma.


Para adquirir, mande um e-mail para macasdeouro@gmail.com, ou me contacte pelo Whats App 9499270-2229 e retornaremos com mais informações. 

Informamos também que as musicas estão disponíveis para download no iTunes, Google play, One Rpm e na Amazon Americana.  O playback para download é comprado como um álbum separado. Mais informações no site www.macasdeouro.blogspot. com.


Aproveite essa oferta!😉

Abraços fraternos, 

Karis Davis



Sobre o CD Deus Me Fez

As 20 canções do CD Deus Me Fez cobrem temas como a Criação, A Pessoa  e as Obras de Deus, o Pecado, o Plano e o Pacto da Salvação, a Oração, entre outros, e são um excelente auxilio para pais que desejam repassar essa herança a seus filhos de maneira fiel e eficaz por meio de belas canções que agradam a todas as idades.

Aproveite sua visita aqui no blog macasdeouro.blogspot.com para ler mais informações sobre o álbumouvir uma amostra do CD, e para assistir um vídeo inédito com clipes da gravação do cd! (abaixo). 


VEJA O QUE ESTÃO DIZENDO DESSE ÁLBUM!!!




VIDEO e CLIPES DA GRAVAÇÃO - INÉDITO!!!

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Capítulo 2 Lições do Jardim

Capítulo 2

Lições do Jardim



Era costume de James Rode se dedicar à oração e meditação nas primeiras e melhores horas da manhã, e assim ele permitia que tudo começasse com Deus. Para conseguir fazer isso, e não negligenciar seu trabalho, era seu hábito constante levantar antes de amanhecer - um hábito essencial para um estado de mente espiritual. É mal ocupada a vida do homem que não consegue passar uma ou duas horas para falar com seu Pai celestial sem interrupção.


Naqueles lindos dias de primavera e verão, James levava sua filha para um pequeno bosque de onde se podia ouvir a música da manhã entoada pelas tribos de penas, e de onde podia-se ver o jardim inteiro, decorado com as flores e brilhando com o orvalho - visão esta que alcançava o rico e adorável campo brilhando com os raios do sol nascente. Aqui ele ensinava a sua amada filha e orava com ela, e ali ele encontrava um texto para as suas lições em cada objeto ao redor. Apontando para os raios brilhantes do sol, ele falava a ela do Sol da Retidão; ele explicava a ela a escuridão de seu coração por natureza e a Fonte da luz e da vida; ele apontava para as lições ensinadas nas Escrituras pela chuva e pelo orvalho; ele lhe ensinava a ouvir os louvores de Deus na música dos pássaros pela manhã. Ele esforçava-se para ensinar sua filha a confiar em Deus, que veste os lírios dos campos com suas vestes magníficas e alimenta os pássaros, embora eles não fiem, nem colham, nem ajuntem em celeiros. Ele lia com ela as parábolas do semeador e da semente, do trigo e do joio, do pequeno grão de mostarda - um emblema do reino dos céus, da figueira estéril e da vinha - e o significado da permanência da vinha. Ele falava a ela sobre o primeiro jardim onde o homem foi colocado e de sua triste expulsão dele - sendo o jardim um emblema da própria alma dela, dada para que ela a cultive e traga frutos para Deus - bem como do glorioso jardim acima, ao qual, em Seu próprio e bom tempo, Deus transplanta o seu povo, pelo qual corre o rio puro de água da vida, e onde a árvore da vida carrega doze tipos de frutos, cujas folhas são para a cura das nações.

Ele explicava a ela a abençoada esperança da ressurreição do corpo, ensinada a nós pelo nascer da semente (1 Coríntios 15:35-38). Mas, acima de tudo, ele amava apontar ao Salvador em vários emblemas sob os quais ele se apresenta a nós nas Escrituras: como a Raiz de Davi (Ap 22:16), o Renovo da Retidão (Zc 3:8), a Primícia dos que dormem (1Co 25:20), a Plantação Memorável (Ez 34:29), a Rosa de Saron (Ct 2:1), a Fonte, o Sol e a Estrela Brilhante da Manhã.

Foi aqui que ela aprendeu sobre a escuridão de seu próprio coração pecaminoso; e ele colocou diante dela, da forma mais afetuosa, a necessidade de um Salvador de modo a gentilmente guiá-la a Jesus. Foi aqui que ele teve a felicidade de perceber que, assim como Lídia, o Senhor abriu o coração dela para a recepção da verdade. Ajoelhando-se ao lado de seu pai, Mary aprendeu a orar - nenhuma forma de oração, mas, conforme ela ouvia seu pai orando, do mais profundo de seu coração. As primeiras horas da manhã eram assim proveitosas para a menininha e contribuíram muito, pela graça de Deus, para o cultivo de sua mente e de seu coração.

Era nas flores que Mary mais amava que o seu pai costumava apontar os emblemas das graças cristãs que adornam o caráter cristão. Certa vez, no início de março, quando, com grande alegria, ela trouxe a primeira violeta da estação, ele disse: “Que essa adorável violeta sirva como uma imagem da humildade, da reserva e da prontidão, ainda que discreta, para a disposição de favorecer. Sua vestimenta tem a cor apropriada à modéstia; ela ama florescer nos lugares retirados da observação frequente e debaixo de folhas que a cobrem, ela perfuma o ar com a mais delicada fragrância. Então, minha filha, que você seja, como a violeta, apaixonada pelo silêncio, desprezando o mostrar de cores berrantes, nunca buscando atrair atenção desnecessária, mas lutando para fazer o bem, sem exibição, enquanto as flores de sua vida florescerem. Tente se parecer com ela, querida Mary; de modo que o seu adorno não seja o exterior de ouro e roupas, mas, que você possa lutar para obter o ornamento de um espírito manso e quieto, que é de grande valor aos olhos de Deus” (1 Pe 3: 3-4).

Quando os lírios e as rosas estavam totalmente desabrochadas e quando o jardim estava em todo o seu esplendor, o velho homem, vendo a sua filha exultar de felicidade, apontando com o seu dedo para um lírio que brilhava com os raios do sol nascente, disse:

“Veja, esse lírio, minha filha, é o símbolo da inocência. As suas folhas são de uma brancura que ultrapassa a do mais rico cetim e se iguala à neve flutuante. Feliz é a filha cujo coração é também tão puro; lembre-se que 'o puro de coração verá ao Senhor'. Mas, quanto mais pura a cor, mais difícil é preservá-la com toda a sua pureza. A menor manchinha pode estragar a flor do lírio e ela deve ser tocada ainda com o maior cuidado, para que não mantenha a mácula. Assim também uma palavra, ou um só pensamento pode roubar da mente a sua pureza. Que a rosa - ele disse apontando para a flor - seja uma imagem da modéstia. O corar da modéstia é mais belo do que o dessa rosa, pois surge do rosto de uma moça modesta. Mas, há ainda outra lição a ser aprendida desta rosa: depois que a sua bela cor se esvai, ela ainda permanece com a sua fragrância, quando as suas folhas estão marrons e secas, elas são ainda mais doces do que em sua juventude fresca e amável. Assim é, querida Mary, com um verdadeiro cristão. Assim seja com você.”

O pai de Mary fez, então, um buquê de lírios e rosas e colocou nas mãos dela; ele disse: “Esses são irmãos e irmãs, e nada pode se igualar à beleza de buquês e grinaldas onde essas flores se misturam. Inocência e modéstia são irmãs gêmeas, que não podem ser separadas. Sim, minha querida filha, para que a inocência esteja sempre em guarda, Deus em Sua bondade, deu a ela a modéstia como irmã e companheira, para antecipar o aproximar do perigo. Seja sempre modesta e você será sempre virtuosa. Ah, se for a vontade de Deus, que você seja sempre habilitada, por Sua graça, a preservar o seu coração com a pureza do lírio. O rosado do seu rosto passará, a beleza externa decairá, mas a sua pureza se renovará, e quando você alcançar a ressurreição do justo, então você florescerá em sua juventude imortal. Lute, então, para adquirir essas graças da mente que não murcham, nem perecem”.

O mais belo enfeite do jardim era uma macieira anã, não mais alta que uma roseira, que crescia em um pequeno canteiro circular, no meio do jardim. James a tinha plantado no dia do nascimento de sua filha e ela dava, todos os anos, as mais belas maçãs douradas, listradas com vermelho. Em uma certa estação, ela estava especialmente promissora e coberta de flores. Mary não deixava de examiná-la todas as manhãs e exclamava, em êxtase: “Oh, que bonita é a mistura de branco e vermelho! Alguém poderia imaginar que a arvorezinha seria um buquê de flores?”. Mas, que pena, na manhã seguinte ela veio na hora habitual e descobriu que a geada da noite anterior havia murchado todas as flores; elas estavam quase marrons e amarelas, e agora estavam murchando por causa do sol. Com essa visão tão triste, a pobre Mary começou a chorar.
“Assim como o frio destrói o desabrochar da maçã”, disse o pai sensato, “os prazeres da juventude destroem a beleza da juventude. Tão brilhante quanto possa ser a floração, ela não produz nenhum fruto. Trema, minha filha, diante da possibilidade de se afastar dos caminhos da retidão. Ah, e se o tempo chegasse, quando as esperanças agradáveis que você nutriu viessem a perecer, não por um ano, como as esperanças dessa árvore, mas por toda a sua vida! Eu derramaria lágrimas muito mais amargas do que essas que caem de seus olhos agora. Eu não teria nem uma hora de prazer, mas meus cabelos grisalhos seriam levados em tristeza para o túmulo”. Com pensamentos como esse, James mesmo não conseguia conter as suas lágrimas; e suas palavras de ansiedade amorosa tiveram uma impressão profunda e duradoura no tenro coração de Mary.

Sendo criada debaixo do cuidado zeloso e perseverante de um pai tão sábio e sensível, Mary cresceu entre as flores do jardim, jovem como a rosa, pura como o lírio, modesta como a violeta e dando as mais agradáveis esperanças de seu futuro.

Era com o sorriso de satisfação e gratidão que o velho homem sempre olhava para o seu belo jardim, e para os frutos que amplamente retribuíam todo o seu cuidado assíduo. Contudo, ele era capaz de experimentar a mais profunda satisfação quando observava a sua filha, em quem, pela graça de Deus, ele podia descansar os seus próprios labores piedosos na educação que dava a ela, e via como ela parecia trazer os mais preciosos frutos para o louvor e a glória de Deus.

Assim, Mary, dia após dia, aprendeu do seu bom pai a usar os olhos do seu coração e ver nas belas coisas ao seu redor, as lições que elas foram criadas para ensinar.  

E você, que está lendo este capítulo, já aprendeu a usar os seus olhos? Você sabe que os olhos de sua mente são naturalmente cegos, de modo que você não pode ver, nem ler com entendimento o livro da natureza ou o livro da Palavra de Deus. Quando Davi ora: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”, ele fala dos olhos da mente, que devem ser abertos antes, para que a Bíblia possa ser entendida corretamente e, da mesma forma, nós devemos orar para Deus abrir os nossos olhos para que possamos ver as Suas obras e aprender as lições que Ele deixou inscritas nela. Se os seus olhos não estão abertos ainda, jovem leitor, você está perdendo uma rica fonte de prazer, bem como o seu proveito. Ore a Deus para que os abra e então vá para o lado de fora, com a Bíblia como a sua intérprete, e leia as lições que Mary leu. Preste atenção para escutar as pequenas vozes que falam entre os pássaros e as flores, e se você puder ouví-las uma só vez, você encontrará alegria mais doce que nunca; você O amará mais do que se pode dizer, e se surpreenderá com a sua antiga cegueira.

Se você ainda não leu o capítulo 1 clique aqui!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

O ABC da Educação Cristã no Lar e na Escola - Parte 2

Na segunda parte da palestra dada por ocasião do I EDUCAR-PA em junho de 2017, Karis Anglada Davis fala da educação cristã, seus direcionamentos e seu alvo maior, continuando o ABC da Educação Cristã.

Nessa segunda parte trata-se do "B" Busque a base bíblica e "C" Currículo Cristão.


Se você ainda não viu a  primeira parte da palestra, assita aqui.

terça-feira, 24 de julho de 2018

O ABC da Educação Cristã no Lar e na Escola - Parte 1

Em mais uma palestra dada por ocasião do I EDUCAR-PA em junho de 2017, Karis Anglada Davis fala da educação cristã, seus direcionamentos e seu alvo maior, como é dito em 1 Timóteo 3. 16-17: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra."

Nessa primeira parte trata-se do "A" Aprenda a aprender.




Essa é a primeira parte da palestra. Para não perder a(s) próxima(s) deixe seu e-mail na aba "Receba as novidades no e-mail".

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Perfil da Educação Domiciliar no Brasil e no Mundo

Esse vídeo é mais uma palestra dada por ocasião do I EDUCAR - PA, em junho de 2017. 

Na ocasião, Renade Braga Davis, dá um panorama da Educação Domiciliar no Brasil e no Mundo, dando aspectos legais e práticos dessa modalidade de ensino. 




Para assistir os outros vídeos sobre o assunto disponíveis no blog basta clicar nos links:

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Ensinando as Maravilhas de Deus para as Próximas Gerações

Por ocasião do I EDUCAR - PA em junho de 2017 houveram 4 palestras sobre o tema de Educação Cristã e Homeschooling, a primeira palestra postada no blog foi a do pastor Kenneth Wieske sobre Orientações para a Prática da Educação Domiciliar no Brasil, dividida em três partes ( Você pode encontrá-las clicando no número correspondente: 1, 2 e 3).

Nesse segundo vídeo dessa série o pastor Isaías Lima do Rosário, que também é pai homeschooler, fala do legado que buscamos para nossos filhos, do ensino das maravilhas de Deus!